19 de março de 2015

A Pintura indígena


Por Josemar Pires
 
Embora chame muita atenção A Pintura Indígena representa mais que simples traços e formas, o Corpo Representa uma Tela onde são guardados segredos e Experiências vivenciadas pelos indivíduos e são refletidos perante os demais, que lhe proporciona Respeito e Reverencia.

 A mulher usa na maioria das vezes Desenhos em Forma de Círculos, que Representa a Fertilidade, Em Reverencia a Mãe Terra que nos Proporciona Todos Os meios necessários para nossa sobrevivência e é também Pelo Formato Que A barriga fica no período da Gestação.

 Os Homens têm como figuras as Experiências vividas ou habilidades desenvolvidas, que ganham notoriedade perante os outros membros das comunidades e até gera uma certa influência na hora de construir sua Família.

 A Tonalidade Preta, que São Feitas de Carvão e Mel de Abelha (Para Cerimônias de Pouca Duração) ou do Sumo Do Jenipapo verde que demora mais dias para sair completamente da pele, Representa a Noite (Ou invisibilidade) Por ser uma vantagem nas Lutas Noturnas. E o branco Do Tóa, Argila muito utilizada no tingimento de alguns Utensílios domésticos e No Corpo Representa a Paz e a Harmonia uma forma de demonstrar para os desconhecidos Que Eram amigos . Embora cada Etnia Tenha sua simbologia a Cultura Indígena em si Deriva da Relação e dos conhecimentos Naturais, Conhecimentos Esse que muitas vezes Foram Perdidos nas várias Lutas Pela Sobrevivência De Cada Povo.

13 de fevereiro de 2015

O canto das farinhadas


Farinhada
Óleo sobre tela de Orlando Santos
O cd, O canto das farinhadas, produzido na gestão do ex-prefeito Eraldo Cavalcante Silva foi gravado pela Servestudio, em Propriá, Sergipe.

Escutá-lo é mergulhar no que há de mais profundo, enraizado na cultura colegiense. Se não fosse a intervenão municipal, essa riqueza cultural teria se perdido. Não seria possível ouvir as músicas A mandioca se acabou, Andorinha e outras.

Como diz seu idealizado, o ex-prefeito Eraldo C. S.: “(...) nós batizamos por unanimidade a “farra” mais conhecida de farinhada, como mandiocada, mais precisamente à região de Porto Real do Colégio (AL) e que é emitida com o som nasalado, transformando-se em mãedocada”.

Participaram da gravação deste cd as senhoras Irene, Rita, Luzinete, Vandete, Cícera, Adriana, Valdeci, Edileuza.Ilza, Olindrina, Ana Maria, Renilde, Sileide, Zeferina, Carmelita, Rosilene, Solange, Eurides, Nadi, Lourdes. Elas são dos povoados Gila, Pau da Faceira, Canoa de cima, Canoa de Baixo, Capim Grosso, Retiro e Maraba.

Tão importante é O canto das farinhadas que Foturna nos presentou com a sua belíssima voz cantando Leva eu saudade.

Transcrevo a letra dessa música para que você possa acompanhar e refletir sobre o amor e saudade.

Interpretada por Fortuna (CD Novo Mundo)

LEVA EU SAUDADE

Eu tava forrando a cama
A cama pro meu amor
Deu um vento na roseira
A cama se encheu de flor
Leva eu, saudade
Se me leva eu vou

Cajueiro pequenino
Carregadinho de flor
Eu também sou pequenina
Carregada de amor
Leva eu, saudade
Se me leva eu vou

Eu tava forrando a cama
A cama pro meu amor
Deu um vento na roseira
A cama se encheu de flor
Leva eu saudade
Se me leva eu vou

Meu amor não era esse
Nem a esse eu quero bem
Vou ficar amando a ele
Enquanto meu amor não vem
Leva eu, saudade
Se me leva eu vou

Eu tava forrando a cama
A cama pro meu amor
Deu um vento na roseira
A cama se encheu de flor
Leva eu, saudade
Se me leva eu vou

A flor já ta quebrando
Eu sou flor branca amorosa
Eu te amo por capricho
Pra matar as invejosas
Leva eu, saudade
Se me leva eu vou


16 de agosto de 2014

Campo Alegre


Sua história e sua gente - Em data precisa que a História não guardou, mas sabe-se, por volta de 1750 a 1800 o cacique de uma tribo de índios da nação [1]açonas que habitava a região de Porto Real do Colégio, raptou Ana Margarida de Barros, filha de um rico proprietário que atravessara o Rio São Francisco fugindo da sêca (sic) que assolava Sergipe. Trouxera consigo muitas cabeças de gado, fixando-se naquela zona. O casal foi residir em Salomé (hoje São Sebastião) e mais tarde, veio a casar religiosamente em Penedo. Desta união, nasceu Antônio de Barros que alguns anos depois, já rapaz, chegou ao [2]local que seria mais tarde, a sede do atual município de Campo Alegre.


MOTTA, Hilton C. Enciclopédia dos Municípios Alagoanos. Maceió: Sergasa, 1988.




[1] Leia-se Aconãs.
[2] Refere-se a Mosquito de Cima.
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