4 de abril de 2015

Acaba de ser publicado o livro “Viu o home?”, de autoria de Ronperlim. Esse livro é uma coletânea de crônicas publicadas no site Tribuna da Praia desde 2007.
Viu o home? agradará a todos que gostam de um bom texto, especificamente aqueles que se interessam pela política. As personagens e ambientes têm como inspiração o Baixo São Francisco.
Sobre o livro:

A expressão Viu o home? é muito comum nas cidadezinhas. Ela identifica e valoriza os gestores públicos municipais. 
É conhecido de quem fala e de quem ouve, além de expressar uma maneira de respeito, apreço. De forma geral, é a identidade de quem exerce o poder político e é conhecido da população. 
home, visto como alguém capaz de solucionar problemas de caráter político e eleitoral; mesmo que para isso seja necessário quebrar regras, desrespeitar costumes, violar leis. E deve estar pronto para isso. 
É alguém supervalorizado, endeusado, cobiçado pelas vantagens que pode propiciar. Por isso não lhe falta camarilha, financiadores, nem os paparazzi das línguas.  

home é a expressão centralizadora, de decisão final, de liberação, de benefícios, favores, repreensão, afronta, crueldade, perseguição e endeusamento atribuídos aos empregados eletivos. É isso que você lerá neste livro.

Ficha do livro:
Titulo: “Viu o home?”
Autor: Ronperlim
Editora: Letras e Versos
Nº páginas: 87
Preço: R$ 20,00

Viu o home?

19 de março de 2015

Por Josemar Pires
 
Embora chame muita atenção A Pintura Indígena representa mais que simples traços e formas, o Corpo Representa uma Tela onde são guardados segredos e Experiências vivenciadas pelos indivíduos e são refletidos perante os demais, que lhe proporciona Respeito e Reverencia.

 A mulher usa na maioria das vezes Desenhos em Forma de Círculos, que Representa a Fertilidade, Em Reverencia a Mãe Terra que nos Proporciona Todos Os meios necessários para nossa sobrevivência e é também Pelo Formato Que A barriga fica no período da Gestação.

 Os Homens têm como figuras as Experiências vividas ou habilidades desenvolvidas, que ganham notoriedade perante os outros membros das comunidades e até gera uma certa influência na hora de construir sua Família.

 A Tonalidade Preta, que São Feitas de Carvão e Mel de Abelha (Para Cerimônias de Pouca Duração) ou do Sumo Do Jenipapo verde que demora mais dias para sair completamente da pele, Representa a Noite (Ou invisibilidade) Por ser uma vantagem nas Lutas Noturnas. E o branco Do Tóa, Argila muito utilizada no tingimento de alguns Utensílios domésticos e No Corpo Representa a Paz e a Harmonia uma forma de demonstrar para os desconhecidos Que Eram amigos . Embora cada Etnia Tenha sua simbologia a Cultura Indígena em si Deriva da Relação e dos conhecimentos Naturais, Conhecimentos Esse que muitas vezes Foram Perdidos nas várias Lutas Pela Sobrevivência De Cada Povo.

A Pintura indígena

13 de fevereiro de 2015

Farinhada
Óleo sobre tela de Orlando Santos
O cd, O canto das farinhadas, produzido na gestão do ex-prefeito Eraldo Cavalcante Silva foi gravado pela Servestudio, em Propriá, Sergipe.

Escutá-lo é mergulhar no que há de mais profundo, enraizado na cultura colegiense. Se não fosse a intervenão municipal, essa riqueza cultural teria se perdido. Não seria possível ouvir as músicas A mandioca se acabou, Andorinha e outras.

Como diz seu idealizado, o ex-prefeito Eraldo C. S.: “(...) nós batizamos por unanimidade a “farra” mais conhecida de farinhada, como mandiocada, mais precisamente à região de Porto Real do Colégio (AL) e que é emitida com o som nasalado, transformando-se em mãedocada”.

Participaram da gravação deste cd as senhoras Irene, Rita, Luzinete, Vandete, Cícera, Adriana, Valdeci, Edileuza.Ilza, Olindrina, Ana Maria, Renilde, Sileide, Zeferina, Carmelita, Rosilene, Solange, Eurides, Nadi, Lourdes. Elas são dos povoados Gila, Pau da Faceira, Canoa de cima, Canoa de Baixo, Capim Grosso, Retiro e Maraba.

Tão importante é O canto das farinhadas que Foturna nos presentou com a sua belíssima voz cantando Leva eu saudade.

Transcrevo a letra dessa música para que você possa acompanhar e refletir sobre o amor e saudade.

Interpretada por Fortuna (CD Novo Mundo)

LEVA EU SAUDADE

Eu tava forrando a cama
A cama pro meu amor
Deu um vento na roseira
A cama se encheu de flor
Leva eu, saudade
Se me leva eu vou

Cajueiro pequenino
Carregadinho de flor
Eu também sou pequenina
Carregada de amor
Leva eu, saudade
Se me leva eu vou

Eu tava forrando a cama
A cama pro meu amor
Deu um vento na roseira
A cama se encheu de flor
Leva eu saudade
Se me leva eu vou

Meu amor não era esse
Nem a esse eu quero bem
Vou ficar amando a ele
Enquanto meu amor não vem
Leva eu, saudade
Se me leva eu vou

Eu tava forrando a cama
A cama pro meu amor
Deu um vento na roseira
A cama se encheu de flor
Leva eu, saudade
Se me leva eu vou

A flor já ta quebrando
Eu sou flor branca amorosa
Eu te amo por capricho
Pra matar as invejosas
Leva eu, saudade
Se me leva eu vou


O canto das farinhadas

16 de agosto de 2014

Sua história e sua gente - Em data precisa que a História não guardou, mas sabe-se, por volta de 1750 a 1800 o cacique de uma tribo de índios da nação [1]açonas que habitava a região de Porto Real do Colégio, raptou Ana Margarida de Barros, filha de um rico proprietário que atravessara o Rio São Francisco fugindo da sêca (sic) que assolava Sergipe. Trouxera consigo muitas cabeças de gado, fixando-se naquela zona. O casal foi residir em Salomé (hoje São Sebastião) e mais tarde, veio a casar religiosamente em Penedo. Desta união, nasceu Antônio de Barros que alguns anos depois, já rapaz, chegou ao [2]local que seria mais tarde, a sede do atual município de Campo Alegre.


MOTTA, Hilton C. Enciclopédia dos Municípios Alagoanos. Maceió: Sergasa, 1988.




[1] Leia-se Aconãs.
[2] Refere-se a Mosquito de Cima.

Campo Alegre

21 de abril de 2014

Quem vai com frequência ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, de Maceió, certamente já deve ter apreciado diversas obras de arte, dentre as quais se destaca um belíssimo painel que retrata camponeses alagoanos. Este quadro é de autoria de Orlando Santos.

De repente, você já viu quadros do mesmo pintor em hotéis (Ritz Lagoa da Anta), restaurantes e casas de Maceió, inclusive na minha.

Tão logo vi pela primeira vez sua obra, fiquei fascinado (estava na casa de uma amiga, Clarissa Soares). Procurei-o imediatamente, que me recebeu com muita atenção em sua casa/ateliê, no Eustáquio Gomes, em Maceió.

Chegando lá, vi sua vasta produção, de estilo inconfundível: o cubismo, com tons regionais.
Natural de Porto Real do Colégio-AL, Orlando Santos já participou de várias exposições. Em seu site, consta que: “Artes plásticas e cultura popular. A união dessas vertentes se torna um prato cheio nas mãos do cubista alagoano Orlando Santos, que consegue transmitir com pinceladas a grandeza e o colorido das manifestações folclóricas do Nordeste. Seus quadros podem ser vistos em hotéis, pousadas, escolas, e lojas, e também no saguão do aeroporto Zumbi dos Palmares (Os Camponeses – Acervo Infraero), em Maceió”.

Recebeu a seguinte crítica de BeneditoRamos.

“É aquele artista que consegue cristalizar sua obra num estilo marcante e pessoal. Dono de um colorido rico, de texturas luminosas e belas transparências, criou um desenho firme que se acentua, multifacetado compondo harmoniosamente cada obra. Conhecedor das manifestações populares do povo nordestino, abriga sua composição sob um suporte de brasilidade inconfundível. Suas figuras parecem estar atentas, ora olhando firmemente o observador, ora absortas na paisagem que lhe circulam. Como uma colcha de retalhos, assim é sua obra, o artista vai preenchendo os espaços entre a cor e a forma sugerindo imagens que apenas se delineiam. Mas, é sobre tudo a cor, é esta cor que parece pousar levemente sobre o objeto, escondida entre tantas outra cores menor, que nos leva a formar nossa imagem particular. Aquela imagem que surge num traço, num gesto apressado, numa sombra disfarçada. É nesse recanto longínquo da nossa percepção que o artista reserva toda profundidade e o caráter social de seu trabalho. É quando descobrimos a melancolia escondida no olhar de suas figuras. Uma tristeza que se disfarça na seriedade dos rostos, é a própria luz noturna da paisagem urbana que peramula até o bruxuleio da madrugada. É assim que, Orlando Santos consegue nos revelar esta relação profunda do artista com sua gente”.


O Pablo Picasso alagoano

2 de fevereiro de 2014

Maracá de cambuco.
 
Temos o maracá, instrumento de cuité que inicia o ritmo do canto, o búzio, uma trombeta de facheiro que marca a cadência do som, ambos elementos produzido segundo modelo cultural pelo artesão para esta finalidade musical. Cantar Toré começa até mesmo antes de nascer, porque a gestante com a criança no ventre passa ao filho as emoções para o futuro componente tribal. Após o nascimento, existe um Toré anunciando o novo membro da Tribo que receberá um nome e será reconhecido socialmente pelos parentes com uma dança. Portanto a música está presente em todo acontecimento constituindo o mundo cultural indígena sendo veículo expressivo e comunicativo.

Objeto do Canto

 
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